terça-feira, 17 de maio de 2011

Diminuir para que Cristo cresça em Mim




São Lucas capitulo 19.
1. Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade.
2. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos.
3. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura.
4. Ele correu adiande, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali.
5. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.
6. Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente.
7. Vendo isto, todos murmuravam e diziam: Ele vai hospedar-se em casa de um pecador...
8. Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo.
9. Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão.
10. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido.



Fico impressionado como interpretamos esta palavra e focamos apenas na parte que Zaqueu subiu; Zaqueu correu adiante e afirmamos, em oração: “eu também quero subir, quero subir mais e mais, quero estar sempre em cima, quero correr sempre adiante!”.
Pergunto: Subir no que e para que? Correr? Para onde? E por que correr? Adiante, passar na frente dos outros? Por que?
Zaqueu correu na frente dos outros porque era isso que ele fazia a vida toda, Zaqueu era cobrador de impostos e isso o levava a ser arrogante, ganancioso, mentiroso e, com certeza, destruidor de muitos lares. Zaqueu, por ser cobrador de impostos e cheio de privilégios, esteve sempre a frente, sempre buscando o topo e, quando não conseguia estar a frente, subia em alguém para alcançar o topo, típico de uma pessoa carente que precisa do topo para ser feliz.

Infelismente, encontramos muitos Zaqueus ainda; vejo jovens tristes por falta de atenção de seus pais, pais que, por sua vez, vivem correndo e correndo na vida profissional, vivem buscando status no trabalho e para alcançar cargos importantíssimos, vida financeira estável, isso tudo para subir, e subir cada vez mais! Jesus em sua palavra nos ensina que: “Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. (São Lucas 12,34)”. Nosso tesouro está em casa, nas pessoas que Deus nos confiou! Dinheiro não faz filho feliz! E se filho fica feliz apenas com o dinheiro, está sendo pior que Zaqueu. Vamos deixar de ser destruidores de lares!

O foco principal desta palavra aqui está: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa. Ele desceu a toda pressa e recebeu-o alegremente.(Cf. Lucas 19,5-6)”. Jesus, não precisa daqueles que querem subir cada vez mais, Jesus quer encontrar pessoas que desejam acolhê-lo! A primeira atitude de Jesus quando viu Zaqueu foi “Zaqueu, desce depressa!”. Isso foi uma exortação: Jesus conhecia Zaqueu e sabia que ele era cobrador, Jesus bem sabia que ele era um homem que desagradava a Deus e destruia famílias! Por isso Jesus, naquele momento, o exortou! Quando Jesus disse para que Zaqueu descesse depressa, Zaqueu imediatamente viu e ouviu o Mestre e aí está a grande graça, o grande milagre desse trecho do evangelho.
Ao ouvir a exortação, Zaqueu imediatamente voltou para o Senhor, desceu depressa e o foco saiu de Zaqueu, voltou para Jesus. Observem, o foco do evangelho estava em Zaqueu! Ele entra roubando a cena: chegou, correu no meio do povo, passou na frente de todo mundo e, quando viu que ninguém o observava subiu na árvore, típico de alguém que quer chamar atenção para sí e tirar a atenção do Cristo! Mas no ponto da salvação, Jesus vendo tudo que acontecera, tomou as rédeas da situação e aproveitou para fazer o milagre.

Milagre? Sim! Quando Jesus exortou Zaqueu e ele acolheu, o grande milagre aconteceu, aquele homem tomou uma postura diante do Senhor, ele desceu da posição em que estava, viu que tudo o que ele estava vivendo e fazendo era supérfluo e não agradava ao Senhor. Zaqueu entendeu que nada nem ninguém nesta vida é capaz de fazer a gente subir, nem dinheiro, nem cargo profissional, nada! Zaqueu entendeu que o lugar mais alto que alguém pode estar é aos pés de Jesus! Esse é o grande milagre que ainda falta em nossas vidas! Falta entender que é necessário estar aos pés de Jesus, no chão, de joelhos, mas aos pés de Jesus! Esse o lugar mais alto e mais inteligente que todos devem estar.

Quando escutamos a voz do Mestre e a acolhemos em nosso coração, devemos fazer como o novo Zaqueu fez - digo novo, porque ao descer da árvore, Zaqueu deixou de lado todo seu egoísmo, sua prepotência - devemos renunciar aquilo que nos leva para cima, mas, espiritualmente falando, nos leva para o mais profundo dos abismos! Observamos a palavra: “Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo. (Lucas 19,8)”. Que cena linda! Imagino a cara dos fariseus, a cara do povo, vendo aquele homem reconhecer seu maior pecado e se entregando a Jesus a ponto de, imediatamente, o reconhecer como Mestre! Para estar aos pés de Jesus, é necessário reconhecer que Ele, apenas Ele, é o Mestre e, depois, renunciar a vida velha. O que precisamos renunciar? Zaqueu, diante de Jesus, e de pé, sinal de que estava olhando nos olhos de Jesus, e só se olha nos olhos de alguém quando se tem certeza do que se está dizendo e, olhando nos olhos de Jesus, que nos olha incansavelmente, o que eu renuncio hoje, em minha vida, para que eu diminua no pecado e ele cresça em minha vida? A palavra renúncia requer esforço, requer luta, não vamos pensar que foi fácil para Zaqueu renunciar tudo, ele era rico e a palavra nos afirma isso “ Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. (Lucas 19,2)”. Mas Zaqueu decidiu renunciar, pois, ao olhar para Jesus, Zaqueu viu a Salvação!
Meu(inha) amado(a), vamos, hoje, renunciar aquilo que nos faz cair no abismo mais profundo que possamos imaginar? “Talvez eu tenha que renunciar a droga, o sexo desrregrado, talvez eu tenha que renunciar, hoje, as palavras malditas que lanço dentro da minha casa. Talvez hoje, eu precise renunciar o meu egoísmo e pedir perdão para todos a quem machuquei”. Meu irmão, minha irmã, renúncia é isso: é olhar nos olhos de Jesus e aceitar diminuir para que Ele apareça; somente assim, a salvação irá entrar em nossas casas e em nossos corações.

Disse-lhe Jesus: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão”.


Com carinho,

Maikel Ronqui

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Para João Paulo II

Em ação de graças pela missão do Papa João Paulo II, vou postar aqui, alguns trechos marcantes da vida e da história do querido Papa João Paulo II, padroeiro da Jornanda Mundial da Juventude!


Confiança no sacramento da Confissão

Todas as sextas-feiras santas João Paulo II ia confessar à basílica de S. Pedro. Não resistimos em contar um episódio que demonstra a confiança de João Paulo II no sacramento da confissão.

Um sacerdote de Nova York entrou numa igreja de Roma para rezar, e nisto deu de caras com um mendigo. Depois de observá-lo durante instantes, apercebeu-se de que conhecia aquele homem. Era um companheiro de seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. O padre, depois de identificar-se e de o saudar, escutou da boca do mendigo como tinha perdido a sua fé e a sua vocação. Ficou profundamente consternado.

CNo dia seguinte o sacerdote americano teve a oportunidade de estar com o Papa. Ao chegar a sua vez pediu ao santo Padre que rezasse pelo seu antigo companheiro de seminário, e descreveu por alto a sua situação ao Papa.
Um dia depois recebeu um convite do Vaticano para ir jantar com o Papa e que levasse consigo o tal mendigo. O sacerdote voltou à igreja onde se tinha encontrado com o seu amigo para transmitir-lhe o desejo do Papa. Uma vez convencido o mendigo, levou-o ao seu alojamento, ofereceu-lhe roupa e disse-lhe para se preparar para o encontro com o Papa.

O Pontífice, depois do jantar fez sinal ao sacerdote para os deixar sós, e pediu ao mendigo que o ouvisse de confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote, ao que o Papa respondeu "uma vez sacerdote, sacerdote para sempre". "Mas eu estou destituído das minhas faculdades de presbítero", insistiu o mendigo. "Eu sou o bispo de Roma, tenho poder para tas devolver", disse o Papa.

O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe por sua vez para que o ouvisse também a ele de confissão». Depois dela chorou amargamente. No fim João Paulo II perguntou-lhe em que paróquia tinha estado a mendigar, e nomeou-o assistente do pároco da mesma e encarregado de atender os mendigos. Fonte: Aciprensa.